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SISTEMATIZAÇÃO DA TRILHA SONORA POR BLOCOS DRAMATÚRGICOS

 


SISTEMATIZAÇÃO DA TRILHA SONORA POR BLOCOS DRAMATÚRGICOS

BLOCO I — GUERRA

Função dramatúrgica: Introdução ao universo do espetáculo, ritual de passagem dos Abiãs e enfrentamento simbólico em direção ao conhecimento.

Ordem

Trilha Sonora

Função na Cena

1

Áudio autoral gravado em estúdio

Introdução narrativa e contextualização dramatúrgica do espetáculo.

2

Blood of Our Sisters – Nokukhanya Dlamini e South African Choir

Construção da atmosfera de travessia, resistência e ancestralidade.

3

Viva Naná – Amaro Freitas

Transição poética para os saberes ancestrais e fortalecimento da dimensão ritual.

4

Agojie It's War – Jabu Chirindah e South African Choir

Intensificação da energia corporal e simbolização das lutas por emancipação e pertencimento.

5

Abiã – Mariene de Castro (executada ao vivo pelos bailarinos)

Ritual de encerramento do bloco, passagem para um estado de acolhimento e preparação para os aprendizados seguintes.


BLOCO II — BRINCADEIRA

Função dramatúrgica: Apresentar o brincar como forma de conhecimento, socialização e transmissão de saberes.

Ordem

Trilha Sonora

Função na Cena

1

Mama Wele – Jean-Emile Biayenda

Introdução do universo lúdico e comunitário das brincadeiras.

2

Princesa Negra – Jeane Siqueira

Valorização da identidade negra na infância e fortalecimento da autoestima.

3

Lianes d'eau (Instrumental) – Jean-Emile Biayenda

Sustentação sonora para jogos corporais e deslocamentos cênicos.

4

Tum Pá – Barbatuques

Desenvolvimento das brincadeiras rítmicas e percussivas realizadas pelos intérpretes.

5

Belemama – Faisons la fête – Marlène Ngaro e Mamadoudiam Camara

Celebração coletiva e ampliação das interações entre os participantes da cena.

6

Louvação à Oxum – Maria Bethânia

Transição entre o brincar e os conhecimentos ancestrais que atravessam a formação dos Abiãs.

7

Muana bila dila (Ne pleure pas petit) – Jean-Emile Biayenda

Momento de afeto, cuidado e acolhimento no percurso formativo das crianças.

8

Áudio autoral gravado em estúdio

Fechamento narrativo do bloco e preparação para a cena final.


BLOCO III — SAGRACIONAL

Função dramatúrgica: Aproximar o público dos saberes ancestrais relacionados a Oxum, às águas doces e às práticas de cuidado presentes nas culturas afro-brasileiras.

Ordem

Trilha Sonora

Função na Cena

1

Ponto de Oxum – Treme Terra

Abertura ritualística do bloco e evocação da presença simbólica de Oxum.

2

Au bord de l'eau (Instrumental) – Jean-Emile Biayenda

Construção da atmosfera contemplativa associada às águas doces.

3

Áudio extraído do documentário

Inserção de memórias, narrativas e saberes que dialogam com a dramaturgia da cena.

4

Louvação a Oxum – Mariene de Castro e Roberto Mendes

Desenvolvimento da dimensão ancestral, comunitária e espiritual da obra.

5

Áudio autoral gravado em estúdio

Encerramento dramatúrgico da trajetória dos Abiãs e síntese dos aprendizados apresentados ao longo do espetáculo.


EPÍLOGO

Ordem

Trilha Sonora

Função na Cena

6

Composição autoral de DJ Karolla

Dança de saudação e despedida. Marca o encerramento da travessia cênica e a passagem do público do universo simbólico do espetáculo para o cotidiano.


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