Entre os materiais que compõem o processo de criação de A Jornada de Abiã com Oxum, o diário de bordo ocupa um lugar importante. Nele estão registrados fragmentos de ensaios, ideias surgidas durante conversas, referências musicais, estruturas de cenas e reflexões que acompanharam a construção da obra.
As páginas apresentadas aqui fazem parte desse conjunto de anotações e revelam aspectos da elaboração da trilha sonora do espetáculo. Mais do que um simples registro técnico, o diário se tornou um espaço de organização do pensamento criativo, permitindo acompanhar como músicas, áudios, silêncios, ritmos e atmosferas foram sendo articulados ao longo do processo.
Ao observar essas páginas, é possível perceber que a trilha não surgiu pronta. Ela foi sendo construída gradualmente, por meio de experimentações, escutas coletivas, reorganizações e escolhas realizadas durante os ensaios. As anotações revelam uma rede de relações entre dramaturgia, movimento e sonoridade, mostrando como cada elemento dialogava com a narrativa dos Abiãs e com os universos simbólicos mobilizados pelo espetáculo.
Ao compartilhar esses fragmentos, buscamos tornar visível uma dimensão muitas vezes invisibilizada da criação artística: o percurso. São registros que ajudam a compreender não apenas o resultado final apresentado em cena, mas também os caminhos percorridos para que ele pudesse existir.
Este blog passa a funcionar, assim, como um espaço de documentação e compartilhamento da pesquisa artística desenvolvida pelo Coletivo Emaranhado. Um lugar onde os bastidores da criação podem ser revisitados, refletidos e registrados, permitindo acompanhar os diferentes movimentos que constituem a construção do espetáculo.



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